quarta-feira, 16 de abril de 2014

É mais difícil ganhar ou perder?

A maioria das pessoas de imediato responderia: claro que é mais fácil ganhar!
Mas, a lógica do ganhar ou perder quando se refere à carreira profissional não é tão simples assim.
Ganhar e perder profissionalmente devem ser vistos dentro de um contexto maior no que se refere a tempo, oportunidade e atitude.
Em um primeiro momento, perder mexe com a autoestima e a  motivação, acendendo um sentimento de frustração pessoal e profissional. Ganhar, pelo contrário, leva a uma sensação de euforia, bem estar e conquista. A autoestima aumenta e sente-se pronto para conquistar o mundo.
Mas, e no médio e longo prazos?Quais são as implicâncias de um e outro para a vida profissional?
Ganhar sempre leva a novos desafios! Tem que crescer, melhorar o desempenho, fazer novas alianças. Fica-se mais exposto, e assim algumas dificuldades ou defeitos tornam-se mais evidentes. Passada a euforia inicial, pode-se perceber que o ganho tem dois lados: um positivo e um negativo.  O negativo pode significar maior desgaste e menor qualidade de vida, maior jogo político e muitos sapos espinhentos a se engolir.  Aí, euforia vai se   transformando em medo, insegurança e pode levar inclusive ao “autoboicote”, isto é, o profissional passa inconscientemente a agir de forma que   o prejudique.    Outro grande perigo do ganho é aumentar a vaidade, um bichinho que vai corroendo a capacidade de perceber a realidade de como ela é, e mais de diferenciar os amigos dos “puxa-sacos”  
Perder, por outro lado, apesar de ser uma experiência dolorosa pode se transformar em uma ótima oportunidade para perceber as limitações, abrir-se a feedbacks e trilhar novos caminhos. Dependendo da nossa motivação, perder pode abrir dois caminhos opostos:  o primeiro que leva ao amadurecimento a partir da reflexão e da mudança de atitudes; e o segundo que alimenta o papel de vítima com o profissional   achando que não pode fazer nada para mudar sua realidade.  
Ganhar e perder fazem parte do jogo da vida! Nenhum é mais fácil ou difícil que   o outro, depende do que cada um faz com essa experiência.

Tomar decisões, em alguns momentos da vida, sintetiza sonhos, alegrias e tristezas. Nesses momentos, o equilíbrio entre o ganhar e o perder deve ser    buscado, pensando-se que a vida não termina ali e sim, que novas necessidades e  caminhos serão imperativos.  

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

8 de março – Dia do bicho esquisito

Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido maior
que a razão
Rita Lee
Todos os anos, no mês de março minhas reflexões procuram de alguma forma  homenagear  a mulher profissional, essa guerreira que normalmente tem jornada  tripla, pois  além de provar todos os dias que merece estar onde está,  tem ainda que  cumprir o  seu papel de rainha do lar.  É claro que a cada ano o estereótipo - feminino e masculino vai se modificando e, profissionalmente, relações complementares de parceria vão se concretizando.
 A mulher ainda vive cercada de muitos preconceitos. De forma aberta, recebendo menores salários ou sendo preterida para cargos mais altos dentro da hierarquia. Ou de forma sutil através de pequenos assédios, comentários ou  ainda por criticas veladas ao seu lado emocional como componente profissional.
Nada mais constrangedor para um homem do que uma mulher chorando no trabalho  porque errou ou porque foi tratada de forma desleal. A alma feminina é assim mesmo frágil, inconstante e assustada. O que não quer dizer que a ação não possa ser forte, controlada e racional.
Somos bicho esquisito mesmo, principalmente em se tratando de filho. A relação é visceral e supera qualquer dever ou obrigação.
Incomoda ao mundo corporativo saber que, para a maioria das mulheres, atender  um ser humano, seja  filho, mãe ou amigo  é mais importante  que  vender milhões...Somos assim.
Aprendemos desde cedo a sermos solidárias, cuidadosas e cooperativas.  É preferível deixar a competição, as brigas e agressividades para os pares. De uma forma geral, eles são melhores nesses quesitos.
Quando o tal do sexto sentido aparece então, sai de perto. A sensibilidade sai pelos poros e viaja. Vai por lugares inimagináveis e percebe o imperceptível. E vemos o mundo por outra lógica ou dimensão. Por isso aquele sorriso e o olhar enigmáticos...
Sexo frágil? Pode ser! Mas que a cada dia quer mostrar que é preciso se rever valores e verdades. É urgente se reinventar as relações humanas em todas as dimensões!.
Hoje certamente é dia de comemorar as conquistas realizadas. Foram muitas! E muitas ainda virão. A cada dia é preciso lembrar que a paz, o respeito, a tolerância, a gentiliza, a amizade e tantas outras emoções positivas  são importantes no ambiente profissional.

Comemorar significa hoje poder dar a cada mulher uma linda flor. E, aos homens a oportunidade de descobrir a mulher especial que está ao seu lado!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O que fazer? Maquiagem ou plástica?

Todos sabemos que   o mercado de cosméticos está crescendo  muito a cada ano,  o que mostra que todos, homens e mulheres,em qualquer idade,estão querendo  amenizar pequenos problemas ou imperfeições físicas:uma   noite mal dormida pode ser disfarçada por  um bom corretivo; um  bom corte  ou  uma barba bem cuidada  podem  levantar o astral de um rosto. Um toque aqui e outro acolá e a apresentação pessoal e a autoestima mudam.
Nada mal usarmos esses pequenos truques no nosso dia a dia. Muitos deles passam a fazer parte da pessoa.e da vida. Que tal raciocinarmos  da mesma forma   quando   consideramos atitudes  ou reações no ambiente de trabalho.?
Assim como o espelho nos mostra onde devemos agir, o feedback de   subordinados , colegas e chefia refletem pequenas melhorias  que poderiam  acontecer.   São pequenos toques sobre a forma de se expressar, de rir ou ainda de cobrar resultados que poderiam sofrer pequenos ajustes. Usar palavrões pode ser visto como indelicadeza, rir muito alto pode passar uma imagem de pouca seriedade ou ainda,cobrar  resultados de forma agressiva  ser visto como inabilidade gerencial.
Mudar atitudes e comportamento não é fácil, por isso a maquiagem  pode   ajudar  muito.  Encarar uma  cirurgia plástica para melhorar o corpo é  sempre uma intervenção de alto risco.  Para melhorar atitudes, ações drásticas podem  significar uma  tábua de salvação tardia.
Mudanças de atitude veem de dentro e muitas vezes depois de se lidar com muito sofrimento e resistência.   Então, como dar um maquiada? O primeiro passo é perceber o que pode ser melhorado e, em seguida, usar alguns  truques para conseguir atingir os objetivos.Veja:
 Se conscientizar das relações de causa e efeito, isto é conhecer o que, quando ou quem o leva a ter determinada atitude.  Um profissional pode falar alto porque acha, inconscientemente, que assim passará maior autoridade. Ter clareza sobre os modelos mentais  ou valores internos que determinam o comportamento,  poderá levar ao  autocontrole e experimentar novas atitudes,como no  exemplo acima,  exercer seu poder de uma outra forma.
Pedir a pessoas próximas que deem um toque: contar com a cooperação e o companheirismo solicitando que pessoas de sua confiança o lembrem de rever  reações  imediatistas e reflexas. Elas serão seu alterego. Um toque, uma piscadinha, um sms servem de impulsionadores para mudanças sutis.
Realçar traços característicos positivos de sua personalidade que podem sombrear outros, não tão benéficos.  Da mesma forma que se usa roupa escura para minimizar a barriga, pode-se usar do sorriso, da rapidez de raciocínio ou da flexibilidade para destacar  atitudes que o favoreçam profissionalmente. 
E por fim, adquirir produtos de qualidade. Sejam:cursos de aperfeiçoamento, orientação  e  terapia, informações  e qualidade de vida.  Uma boa noite de sono  além de  deixar com o rosto  mais descansado aumenta a resiliência para lidar com os problemas do  dia a dia.
A maquiagem bem usada disfarça  pequenos defeitinhos(que todos nós temos)e valoriza  as habilidades e competências.
Com isso vamos adiando  o corte  drástico  de uma cirurgia plástica, que muitas vezes  provoca um pós-operatório doloroso e com  resultados  aquém do esperado.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A hora do coaching!


Quantas vezes você já pensou que gostaria de contar com uma orientação ou apoio para ajudara repensar sua vida pessoal e profissional?
Uma palavra que vem ganhando força nos últimos anos no mundo empresarial é coaching. Ela tem aparecido cada vez mais em palestras sobre carreira, em entrevistas e revistas de negócios.
Pouco a pouco, o coaching, vem assumindo o lugar do treinamento tradicional dentro das organizações, para desenvolvimento de lideranças e de funcionários  estratégicos.
Hoje já é corriqueiro que muitos profissionais utilizem esse profissional para reestruturar a carreira profissional e conseguir alcançar novas metas.
Mas afinal, o que é coaching?
Coaching é um processo estruturado que utiliza recursos e técnicas para melhorar o autoconhecimento e quebrar barreiras, levando o profissional ao seu máximo potencial. É um processo de aprendizagem confidencial que trabalha o desenvolvimento de competências comportamentais, psicológicas e emocionais.
A palavra vem do inglês a partir do termo coach (técnico esportivo) fazendo uma analogia com esse profissional que faz muita diferença no sucesso ou fracasso das equipes de futebol, basquete, vôlei ou mesmo no desenvolvimento de atletas que praticam esportes individuais.
Alguns profissionais contam com o apoio de sua empresa nesse processo, pois muitas têm adotado esse trabalho para desenvolvimento de seus colaboradores sempre de olho na melhoria da satisfação e do comprometimento, aumentando assim  sua produtividade.
Outros contam com coachs que atuam de forma autônoma, mas que podem levar a um resultado ainda melhor. Isso porque, nesse caso, o trabalho é focado em habilidades e competências pessoais, mesmo que essas capacidades não sejam de interesse de uma ou outra empresa ou cargo especificamente, em um determinado momento.
Nesse caso, o coaching ajuda o profissional a se soltar  do  que é  seguro  ou  já conhecido, permitindo-o  explorar novas possibilidades  e gerar  novas conquistas.
Qualquer profissional, em qualquer etapa de sua carreira pode se beneficiar  com esse processo.
Afinal, a riqueza do mercado de trabalho está disponível para todos, mas apenas alguns  conseguem   enxergar oportunidades, onde  muitos   percebem dificuldades  e outros ainda  não percebem nada.
Então, pense nessa possibilidade para 2014! O caminho é seu, mas não querer contar com ajuda quando necessário é no mínimo  ter “ cabeça dura”.




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vai-se Mandela, fica Madiba!

A biografia de Nelson Mandela tem sido nos últimos anos fonte de pesquisa e inspiração para mim. Por isso não poderia fechar um ano de reflexões sem falar dele.
Li muitos livros e vi alguns filmes a respeito de sua vida e em todos,a força da liderança chama a atenção.
Acredito que nós todos temos, em algum momento, alguma a coisa a aprender com ele. Sugiro a leitura de “Os caminhos de Mandela: Lições de Vida, Amor e Coragem” de Richard Stengel. O livro mostra como a força e as crenças interiores são capazes de superar qualquer desafio. E como um ideal constrói o caminho da vida.
Acredito que não ter um ideal de verdade seja o que faz muita gente bater a cabeça e muitas vezes, andar em círculo tanto no que se refere a pessoal e profissional. É preciso acreditar que ele tem razão quando diz:

“O que importa na vida não é o simples fato de ter vivido. A diferença que fizemos na vida dos outros é que vai determinar a importância da vida que conduzimos”.

A finitude é uma característica humana e não poderia ser diferente com ele. Alguns como ele, Gandhi,  Freud, Sabin, Mozart e tantos outros vão-se mas deixam obras, ideias, verdades que nos acompanham por muitos anos. São pessoas que fizeram diferença, deixaram um legado. Vai-se Mandela, fica o que ele representa.
Você já se perguntou qual a diferença ou gostaria de fazer na vida dos outros Ou como quer ser lembrado pelos amigos, antigos amores, colegas de trabalho, chefias, professores ao pensarem em você?
Aí está uma dica de sua missão ou ideal! Que não precisa ser tão grandioso como fazer diferença na vida da humanidade como fez Mandela, mas que tenha um forte significado e seja substantivo nas pessoas próximas a você!

Pense nisso!  Vale a pena construir sua vida em cima do seu ideal seja ele: ética, amizade, solidariedade, respeito à natureza, feminismo, entusiasmou outro qualquer! 
Desejo muitas alegrias, saúde e paz no próximo ano!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

E o futuro?

Mais um ano vai terminando! Hora de refletir e de planejar os próximos! Durante 2013, você se sentiu realizado profissionalmente? Sentiu que houve um crescimento, por menor que seja!
Será que você esteve no trabalho certo, convivendo com as pessoas certas e vendo seus sonhos sendo realizados?
Se sua resposta é não, saiba que a frustração pode estar batendo à sua porta, se já não se instalou na sua vida. O perigo disso?
Você se transformar em uma pessoa amarga e ranzinza que vive reclamando de tudo e de todos, e que a cada dia dificulta mais as  coisas para você  e para as pessoas  de seu convívio.
Não é nada fácil construir a realização profissional, considerando a competitividade no ambiente de trabalho, as exigências cada vez maiores em relação a conhecimentos, competências e habilidades e as instabilidades econômicas e sociais. Sem contar, compromissos familiares e responsabilidades assumidas anteriormente que , às vezes  duram anos. 
A atitude mais comum quando a gente se sente frustrado é responsabilizar a empresa, o mercado ou a chefia pelo  que está acontecendo.  Resolve? Infelizmente, não. Você pode até conseguir enganar a algumas pessoas e a você mesmo com essa postura, mas com o tempo torna-se evidente que frustração e satisfação são questões internas e que cabe a cada um resolvê-las.
A frustração no médio e longo tempo pode criar armadilhas às vezes insuperáveis: doenças psicossomáticas, consumo de drogas e álcool, obesidade, fobias e síndromes de ansiedade,  desencontros familiares e sociais. Muitos desses problemas nascem do sentimento de impossibilidade e de incapacidade frente às exigências profissionais e contaminam  nossa vida pessoal.
Claro que nem tudo são flores na carreira profissional. As pessoas mais sensíveis são as que estão mais sujeitas a se sentirem impotentes, desanimadas e incapazes do domínio da própria vida.  Mas, não se podem considerar esses sentimentos como inevitáveis.  Solução há sempre, mesmo que a gente coloque uma porção de empecilhos diante dela.  Algumas vezes, é preciso  aprender a viver com menos, voltar a morar no lugar que a gente não  quer, fazer uma nova faculdade ou  deixar para trás  uma carreira que agrada aos outros , mas não a você.   

Por isso, ao planejar o futuro pense em tudo que deixou de viver esse ano. Faça desse ano o ponto de partida para um novo Futuro.  Vale a pena tentar novas possibilidades e realizações. A frustração tira energia, a realização traz motivação.  A frustração leva a acomodação e a vontade de realizar abre novos caminhos. Pense! O que você quer para sua vida daqui pra frente, não abra mão do seu direito de escolha!!  E como se diz, por aí, quando a gente quer  uma coisa, o universo conspira a nosso favor

terça-feira, 5 de novembro de 2013

E esse tal de feedback

Dar feedback, receber feedback. Como escutamos essas frases no ambiente de trabalho! Todos sabem que essa expressão é usada como sinônimo de reação ou resposta a um comportamento ou desempenho individual ou grupal.
Feedback não é queixa, bronca ou lição de moral. É apenas alguém mostrando ao outro como percebeu ou recebeu sua atitude  ou o resultado do trabalho realizado.
Receber feedback positivo todos gostam, mas receber o negativo nem todos estão dispostos. Esse parece ser um problema recorrente para os jovens que estão entrando na vida profissional, muito já em cargos de supervisão ou liderança.  Dizem que é  uma característica da turma da geração Y.
É natural, para qualquer pessoa, reagir, num primeiro momento, com resistências e defensividade. O que não pode acontecer, e anda ocorrendo, são esses profissionais fugir de feedback’s de colegas, chefias, clientes e até de amigos.  Eles preferem, muitas vezes, mudar de empresa a ter que conviver com um chefe que usa o feedback constantemente como um instrumento de gestão. Isso porque se vêm como pessoas especiais, competentíssimos e mais que os outros.
Dessa forma acabam por se prejudicarem: perdem oportunidades de crescer e se desenvolverem pessoal e profissionalmente. Sei que carreira estável anda fora da moda! Mas, um excesso de instabilidade mostra a dificuldade de conviver com a realidade.
Fugir de  feedback’s durante um tempo  permite ao profissional viver só de elogios e prazer, aprofundando a idealização de si  e do mundo dos negócios. Mas com o tempo, ele não terá escolha. Vai aprender na marra, se quiser fazer parte do mercado.
Quanto mais habituado a receber e dar feedback um profissional está , mais fácil será para ele conviver,  aprender, rever valores e atitudes  e se  aprimorar.
Feedback é  uma rua de mão dupla. Retornos vão e voltam.  O jeito é desenvolver a habilidade de dar e receber feedback.  Parece simples, mas não é! Cuidado com o tom ao dar feedback e não se esqueça de agradecer por aquele que abriu-lhe janelas.

Quem não quer ou receber feedback  vai ter que aprender a viver só!  E também  não se olhar no  espelho .