segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quando você é o seu próprio inimigo!


Quando as coisas não estão muito  bem no trabalho, na relação  familiar ou com os amigos é bom parar e  refletir  de  onde está vindo a dificuldade.
O caminho mais fácil é culpar os outros: é a empresa que não reconhece seu esforço, o companheiro que é egoísta e só pensa nele, o amigo que não se comporta mais da mesma forma, o mercado que está difícil e outros sentimentos deste tipo. 
A ladainha da queixa pode trazer um alívio imediato, mas ao invés de resolver o problema real apenas vai aprofundando-o, pois, aos poucos as pessoas vão se cansando de serem sempre as causadoras do que lhe acontece de errado na vida e, realmente vão se tornando menos tolerantes e se afastando.
 O caminho mais difícil e longo é voltar-se para si e buscar compreender em que aspectos você pode estar contribuindo para o mal estar vivido. Nessa hora vale se perguntar: Tenho colocado a responsabilidade pela minha felicidade na mão do outro? Tenho cobrado coisas que as pessoas não podem  me dar nesse momento? Tenho sido capaz de perceber o porquê dos meus medos, angústias e frustrações? Tenho conseguido ter garra e energia para correr atrás dos próprios sonhos? Tenho me preocupado muito com as expectativas dos outros?
Essas e outras conversas consigo mesmo são capazes de ajudar a  compreender de fato os motivos da ansiedade, da falta de clareza sobre os   objetivos pessoais, a reação negativa  frente às demandas. 
Só em cima do autoconhecimento é possível se realinhar o dia a dia e lidar com um inimigo que pode estar vivendo dentro de você. É como diz Freud: “Não somos apenas o que pensamos ser, somos mais: somos também o que lembramos e o que esquecemos, as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos que cedemos sem querer”.
 O autoconhecimento revela algumas fragilidades que as pessoas não gostam de conhecer, permite o autocontrole e ainda, possibilita separar o que é a sua realidade daquilo que você acha que as pessoas estão fazendo contra você. Inimigo só é perigoso quando se desconhece de onde ele pode atacar. Quando se sabe como ele costuma reagir ele perde força e deixa de atrapalhar!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O individual e o coletivo

Na Olimpíada que  recentemente acabou  acompanhamos a trajetória de alguns   brasileiros   que se  destacaram individualmente em categorias  esportivas  nem tão prestigiadas pelo governo e pela sociedade, enquanto em outras coletivas  o resultado não foi o esperado.
Que lições podemos tirar dessa   experiência para compreender alguns imprevistos que acontecem na carreira profissional?
 
1)      O sucesso passado não garante o sucesso  atual
A renovação constate  de  valores, expectativas  e  possibilidades faz  parte da vida.  O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo e nesse sentido  todos os concorrentes estão  se esforçando para chegar ao topo. O investimento no aprimoramento profissional deve ser constante.

2)      Em alguns  momentos  o desempenho individual  faz a diferença
Há certo exagero  na valorização  do trabalho  em grupo em detrimento do trabalho individual. Isso faz com que alguns profissionais idealizem o seu grupo  achando que  focar  em seu desenvolvimento  é ser  egocêntrico. Mas, em muitos  momentos é preciso  focar  em si mesmo independentemente do grupo.  É preciso  saber que  o  outro  só  vai ajudar quando  for do interesse dele, portanto foque  nos seus objetivos e caminhe para alcança-los.

3)      Nem todo  time ou equipe   funciona de forma coletiva
 Compartilhar vai além de “dividir bolas ou passes”. O desafio  que se coloca é  conhecer com quem se está “jogando”. Tem pessoas que fingem que estão  passando a bola  quando na verdade estão  é querendo  se ver livre de um problema  ou  responsabilidade. Confiança  não  é algo que  se constrói de um dia para outro e mais,  as pessoas têm ritmos  e desejos diferentes.

4)      A todo o momento  podemos aprender  com  o erro
Desenvolvimento profissional certamente passará por escolhas erradas, por investir em furadas, por confiar  em pessoas  inadequadas.  Não somos adivinhos e por mais que  seja possível planejar, tentar prever e cercar dificuldades muitas vezes seremos pegos pelo imprevisível   positivo  ou negativo. Ficar justificando o erro traz  alívio  imediato, mas encará-lo leva á aprendizagem e à mudança de  comportamento

5)      Todo impasse deve levar a  um momento de reflexão
De que vale qualquer experiência vivida  se  não  levar a um momento de autocrítica  e de revisão de rota! Algumas conquistas   estão mais relacionadas ao  autocontrole do que  à  capacitação  ou competências. Muitos profissionais  investem  muito em  MBA e outras habilidades técnicas,  mas esquecem de  trabalhar  suas limitações pessoais.

Por fim,  vale lembrar que  o resultado  é o fruto que colhemos  de ações plantadas ao longo do caminho e que naturalmente se multiplicam. Os colegas, chefias, amigos, e família podem facilitar ou dificultar  mas, é carreira  é um processo individual que  se reflete no coletivo. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Precisar é uma coisa querer é outra!

A vida está sempre nos colocando frente a encruzilhadas: devo, mas não quero; quero, mas não posso; e posso, mas não devo e por aí vai. Nessas situações temos que encarar nossos sentimentos, valores, expectativas, desejos e aprendizagens mesmo que isso nos incomode. Na carreira profissional nos deparamos com essas escolhas, como um dilema, constantemente. Concurso público? Estabilidade por um lado e falta de autonomia por outro. Trabalhar em uma mega empresa? Possibilidade de crescimento, sim, mas pode ser em um tempo muito longo e depois de muita disputa. Montar o próprio negócio? Significa liberdade e conquista pessoal e também muito trabalho, dedicação e insegurança. Trabalhar em uma pequena empresa? Aprendizagens e desafios constantes, mas também excesso de trabalho, acúmulo de função e, remuneração aquém do desejado. Profissional liberal? Sozinho? Em parceria com colegas? Compartilhar custos, dividir espaços pode também levar á necessidade de conviver com as diferenças individuais que vão se revelando com a convivência. As possibilidades são infinitas, cada uma com seus prós e contras. Um problema é que tendemos a enxergar algumas escolhas profissionais como definitivas, sem ter clareza de que as mudanças fazem parte da vida, e que experimentar realidades diferentes ajuda no amadurecimento e crescimento. Oportunidades novas estão constantemente indo e vindo. Muitas vezes, o que foi planejado vai dar uma guinada de trezentos e sessenta graus. Outro problema é que vivemos a era do hedonismo, ou seja, só vale o prazer e preferencialmente imediato. Os profissionais da chamada geração Y, de uma forma geral, não estão querendo construir sua carreira. Como se diz, estão querendo mesmo é achar pronto. Entrar em uma loja e comprar felicidade, sucesso, reconhecimento, valorização e capacitação. Essa miopia faz que com que muitos nem tentem alcançar o que realmente querem. Optam pelo mais fácil ou pelo mais rápido, claro pagando um preço por essa escolha, sem perceber que a insatisfação ou a dor podem ser temporárias, mas abrir mão da carreira, ou do que realmente queremos, muita vezes é para sempre.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Relações profissionais no Divã

Você anda feliz e se sente confortável emocionalmente com seu ambiente de trabalho? Ou, a cada dia, se assusta com atitudes e reações psicológicas de chefias, colegas, subordinados, fornecedores e clientes. Se seguíssemos pelo caminho do pensamento lógico-racional esses transtornos psicológicos deveriam estar diminuindo sensivelmente e não aumentando, como vem ocorrendo. Afinal, os economistas dizem que o mercado de trabalho está aquecido e que as oportunidades estão aí para todos. Mas, os sintomas de que as relações estão doentes são evidentes. Nunca se falou tanto de assédio moral ou de atitudes que levam ao constrangimento e mal estar no ambiente de trabalho. Quase todos os profissionais têm relatos de experiências em que viram ou vivenciaram agressões verbais, ameaças, descontroles emocionais, ironias, fantasias persecutórias, vícios, reações narcisísticas, crises de ansiedades, alterações de humor, idéias obsessivas e mais uma dezena de inadequações. Por um lado, a forma como cada um leva a vida profissional e se relaciona com o outro está ligada a aspectos da personalidade, principalmente inconscientes. Algumas características pessoais negativas crônicas podem sair do controle dentro do ambiente de trabalho, Isso porque por outro lado, existem pressões e valores que permeiam as relações profissionais e que potencializam o surgimento desses transtornos psicológicos. Quem nunca percebeu um jogo político em que se vê um profissional menos capacitado conseguindo alguns privilégios e benefícios porque isso interessa a alguém? Quem nunca conviveu direta ou indiretamente com uma chefia prepotente que acredita que liderança se alcança pela desqualificação do outro? Algumas empresas incentivam competições doentias, traições e fofocas porque são gerenciadas por profissionais neuróticos que acreditam que felicidade e bem estar é preocupação de fracos. Além do Princípio do Prazer As relações profissionais pautam-se em somas e subtrações. Não se espera apenas alegria, respeito, harmonia e prazer no ambiente de trabalho. Mas se as subtrações estão com um peso maior é hora de rever expectativas e de desejos. Conviver com a neurose traz muito desgaste emocional, provoca desequilíbrio interno e contamina negativamente outras relações. Se você respondeu “não” à pergunta que dá início a essa reflexão, pense de onde vem o problema. Lembrando que uma atitude egocêntrica no outro é egoísmo, na gente é autoproteção; ou então que a agressão do outro é descontrole, a nossa é apenas um desabafo.